Fase 3 - "A laranja mecânica"
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Fase 3 - "A laranja mecânica"

Fotografia da cereja de Morgan Hotston

  Para a fase 3, escolhi por escolher o conceito "a liberdade é uma ilusão". Na minha opinião, a verdadeira liberdade nunca poderá ser alcançada, porque existirão sempre condicionantes que a limitarão (responsabilidades familiares, as leis da sociedade, condicionantes económicas, políticas, etc.). 
  O facto de vivermos num país onde vigora um regime democrático leva-nos a pensar que a nossa condição de liberdade é ilimitada, no entanto, essa não é a realidade. Nenhum indivíduo tem a liberdade total de realizar o que entende, tendo em conta que está inserido numa sociedade que se rege por leis. E seguindo também o pensamento "a liberdade de um, termina onde a do outro começa", este mesmo indivíduo nunca terá uma liberdade infinita porque existirá sempre o próximo, o outro. Assim, a liberdade, algo ilimitado, existe, mas é condicionada, tornando-se num paradoxo, numa ilusão.

  Então, para exprimir este conceito escolhi utilizar a cereja. Entre as várias opções existentes, escolhi este fruto porque eu identifico-me com ele, não só em relação ao seu aspecto exterior, pequeno e vermelho, mas também pelas qualidades associadas ao mesmo, como a curiosidade e a criatividade (entre outras).

  Em relação à instalação em si, tenho duas ideias: 

  
  1. Agarrar na cereja e torná-la num labirinto, no qual não se pode alcançar o centro. O centro será o caroço que representará a liberdade.  
  Logicamente, todos os labirintos têm um fim a ser alcançado, contudo, este, que irei criar, será um labirinto ilusório, sem um objectivo possível de alcançar. À semelhança da liberdade, muitos acreditam que esta é possível de obter, percorrendo longos caminhos à sua procura, no entanto, esta nunca poderá ser conseguida verdadeiramente por causa das restrições que nos são impostas, como as paredes de um labirinto. 
  A liberdade criativa também é exercida através da forma pouco convencional do próprio labirinto, exprimindo a capacidade de tornar algo noutro objecto completamente diferente, como uma cereja num labirinto. 


  2. Num reentrância da parede, irei colocar um suporte, como por exemplo um banco, com uma representação da cereja pousada sobre o mesmo. Este objecto não estará acessível pois estará vedado por inúmeros fios de lã, a imitar as ligações da cereja. Junto à instalação, encontrar-se-á uma tesoura presa à parede por outro fio de lã, demasiado curto para alcançar a instalação, e cujas pegas estão presas, não permitindo o seu uso. 
    Surge novamente a relação com a ilusão da liberdade, ou seja, o conceito de liberdade pura existe, este é representado pelas cerejas, mas não é possível de alcançar devido às limitações, os fios de lã, que não permitem o seu acesso. A presença da tesoura serve apenas para acentuar este carácter ilusório: o instrumento que possibilitaria o seu alcance, não o permite.








2 comentários:

  1. a segunda proposta é a que vai avançar, não é? e a maqueta? já havia uma que não está aqui...

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    1. Sim, a segunda proposta é que vai ser feita! Também já realizei a maqueta, eu vou pôr as fotos no blog.

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